SOBRE
A Praça da República está situada desde o primeiro plano urbano entre as ruas 15 de Novembro, Praça da República e Benjamin Constant. O nome escolhido para a praça central homenageia a Proclamação da República no Brasil, que veio a concretizar-se em 1889 (SILVA, 2003).
A praça estava demarcada desde o Mapa da Colônia de 1901, porém, até 1912 era evidente o descaso com a limpeza local, pois muitos troncos da antiga mata ainda eram perceptíveis (CUBER, 2002). O pouco investimento e a falta de implantação da praça eram fruto do baixo capital enviado para a Colônia Ijuhy até 1912.
Somente após a emancipação municipal em 31 de janeiro de 1912, foram averiguadas benfeitorias na Praça da República. Assim, Silva (2003) expõe que o primeiro projeto de arquitetura paisagística executado na praça ocorreu apenas em 1913, quando o coronel Antônio Soares de Barros, Coronel Dico, assumiu como intendente e incumbiu Francisco Berenhaüser de implantá-la.
A praça central foi idealizada em estilo eclético clássico, com canteiros e caminhos geométricos dispostos em forma concêntrica (embasando-se na rosa dos ventos), emprego de topiarias e espécies exóticas, dentre elas, muitos plátanos foram plantados (SILVA, 2003). A mesma autora corrobora também que foi imprescindível a adoção de cercas, com palanques de madeira e telas de arame, assim como roletas, para obstruírem o acesso de animais soltos e, portanto, evitarem a destruição da proposta implantada. Pressupõe-se que as cercas foram utilizadas nas delimitações da praça até o final da década de 1920.
AJUDE A PRESERVAR ESSE PATRIMÔNIO!

A praça sem qualquer projeto paisagístico. A foto está voltada para a fachada Sul, Rua Praça da República, evidenciando as edificações da antiga Igreja Nossa Senhora da Natividade e do Colégio Elementar de Ijuí, hoje inexistentes. Fonte: (BAGÉ, 2017).

A praça ainda sem nenhuma arquitetura paisagística. Evidencia-se a fachada Oeste, Rua Benjamin Constant, com o antigo edifício da Comissão de Terras (direita), assim como outras imóveis atualmente inexistentes (esquerda). Fonte: (SANTOS, 2016).

O primeiro projeto arquitetônico paisagístico com um caminho largo central no sentido Leste-Oeste e, dos aos lados desse caminho, na orientação Norte-Sul, dois canteiros circulares com passeios. Junto as edificações está a Rua Praça da República. Fonte: (MADP, [1913?]).

Passeios internos e externos de terra batida, sendo a quadra da praça delimitada por cercas para impedir o acesso de animais. Ênfase para a fachada Leste, Rua Benjamin Constant, com edificações que não existem mais na paisagem central, enquanto a rua lateral é a Praça da República. Fonte: (MADP, 1913).

As cercas e uma roleta, provavelmente na orientação Norte, notando-se os poucos mobiliários urbanos na praça naquela época, bem como a falta de pavimentação nos caminhos. A cerca divide a praça central e a Rua Praça da República. Fonte: (BAGÉ, 2016a).

Paisagismo constituído de plátanos, palmeiras, lírios e gramíneas. Vista no sentido Norte-Sul, ao fundo os imóveis demolidos da Igreja Nossa Senhora da Natividade, Cine Serrano e o Jornal Die Serra Post juntamente com a Livraria Serrana, na Rua Praça da República. Fonte: (MADP, [191-b]).

Os canteiros eram mais elevados que os passeios, logo, gramíneas foram empregadas para impedir o avanço ou o desmoronamento da terra, uma vez que não haviam contenções. Em primeiro e segundo plano estão as Ruas Praça da República. Fonte: (MADP, [191-c]).

Ao longo do tempo, a vegetação da praça foi crescendo e modificando o cenário central, vegetando e embelezando um local antes abandonado e sem uso. Ao fundo está a Rua Praça da República e à esquerda a Rua Benjamin Constant. Fonte: (MADP, [191-a]).

No final da década de 1910 ou início da década de 1920, a praça recebeu um monumento na área central que permaneceu no mesmo local até a reforma de 1967. Fonte: (MADP, 1922).

O crescimento dos plátanos conformou alamedas a partir de década de 1920. Fonte: (MADP, [192-]).

A iluminação chegou na praça apenas em 1923, quando ocorreu a construção da Casa de Luz e Força na extremidade Leste do passeio central. Mais tarde, em 1928, construiu-se a Casa de Bombas D'Água também na área Leste, Rua 15 de Novembro. Fonte: (MADP, 1923).

A área central da praça sentido Norte-Sul, com árvores já crescidas, entretanto, ainda cercada. Ao fundo a Rua Praça da República e o imóvel da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, também denominada Igreja do Relógio. Fonte: (BAGÉ, 2016b).

Vista aérea da praça atualmente, no sentido Oeste-Leste. Em frente a foto está a Rua Benjamin Constant, ao fundo a 15 de Novembro e, tanto na direita quanto na esquerda, as Ruas Praça da República. Fonte: (LF FILMAGENS AÉREAS, 2016).

O acesso central Oeste (corrimão amarelo) e o secundário (corrimão vermelho) da praça. Fonte: Autora (2017).

O caminho central da praça e, na esquerda, o prédio que comporta a União das Associações de Bairros de Ijuí, a Associação dos Aposentados e Pensionistas de Ijuí e a Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo. Fonte: Autora (2017).

A fachada Sul (Rua Praça da República) da praça, estando em primeiro plano a edificação dos banheiros (subsolo) e da Associação dos Artesãos (primeiro pavimento), em segundo o quiosque e em terceiro o ponto de táxi. Fonte: Autora (2017).

O anfiteatro na margem Norte, ao lado da Rua Praça da República. Fonte: Autora (2017).

A cascata no núcleo da praça. Fonte: Autora (2017).
REFERÊNCIAS
BAGÉ, L. C. Á. Grupo Ijuhy de Atigamente. Formato: JPG. Blumenau: Luis Carlos Ávila Bagé. [1 fev. 2016a]. Disponível em:
<https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10204573131802871&set=p.10204573131802871& type=3&theater>.
BAGÉ, L. C. Á. História de Ijuhy de Antigamente. Blumenau, 2016b. 3 DVDs-ROM/ Ebooks.
BAGÉ, L. C. Á. Memória Virtual. Blumenau, 2017. 5 DVDs-ROM/ Ebooks.
CUBER, A. As margens do Uruguai. 1 ed. Ijuí: UNIJUÍ, 2002. (Coleção Museu Antropológico Diretor Pestana).
LF FILMAGENS AÉREAS. Vista aérea. Formato: JPG. [14 mar. 2016]. Disponível em: <https://www.facebook.com/LFAEREAS/photos/a.1997628190463407.1073741828.1996674277225465/2004967596396133/?type=3&theater>.
MADP. Acervo fotográfico do Museu Antropológico Diretor Pestana: ficha de classificação. Número de tombo: AI 00995. Número de classificação: 0.2 0096. Formato: JPG. 1913.
MADP. Acervo fotográfico do Museu Antropológico Diretor Pestana: ficha de classificação. Número de tombo: AI 04177. Número de classificação: 0.2 0318. Formato: JPG. [191-a].
MADP. Acervo fotográfico do Museu Antropológico Diretor Pestana: ficha de classificação. Número de tombo: AI 04323. Número de classificação: 0.2 0319. Formato: JPG. [1913?].
MADP. Acervo fotográfico do Museu Antropológico Diretor Pestana: ficha de classificação. Número de tombo: AI 05474. Número de classificação: 0.2 0337. Formato: JPG. [191-b].
MADP. Acervo fotográfico do Museu Antropológico Diretor Pestana: ficha de classificação. Número de tombo: CB 00017. Número de classificação: 0.2 0008. Formato: JPG. 1923.
MADP. Acervo fotográfico do Museu Antropológico Diretor Pestana: ficha de classificação. Número de tombo: CB 00034. Número de classificação: 0.2 0025. Formato: JPG. [191-c].
MADP. Acervo fotográfico do Museu Antropológico Diretor Pestana: ficha de classificação. Número de tombo: CB 00057. Número de classificação: 0.2 0048. Formato: JPG. 1922.
MADP. Acervo fotográfico do Museu Antropológico Diretor Pestana: ficha de classificação. Número de tombo: CB 00062. Número de classificação: 0.2 0053. Formato: JPG. [192-].
SANTOS, M. P. In: Luis Carlos Ávila Bagé. Blog Ijuí Sua História e Sua Gente. Formato: JPG. [4 mai. 2016]. Disponível em: <https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1088065431258630&set=g.746997075379725&type=1&theater>.
SILVA, M. A. Fragmentos: vestígios que contam histórias: Ijuhy (1890-1942). 2003. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais) – Universidade Federal de Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, 2003.